O divertido longa-metragem “HOP: Rebeldes Sem Páscoa“, da Universal Pictures, chega hoje as lojas de todo o Brasil em DVD e Blu-ray. Para marcar a estreia desta divertida comédia sobre o coelhinho da Páscoa, o Planeta Disney apresenta uma entrevista com o ator Russell Brand, que no filme empresta a sua voz para o coelhinho Junior, que será o próximo coelho da Páscoa, mas que tem o sonho de se tornar um famoso baterista.

Nós adoramos a sua versão do Coelhinho da Páscoa no filme, o pequeno Junior. Mas o diretor nos disse que existe outra, em cenas deletadas, que nunca vai ser visto.

Quem contou isso para você? Tim (Hill, diretor)?

Sim, ele disse que você falava todo tipo de coisa no estúdio de gravação.

Bem, às vezes quando eu estou improvisando eu digo qualquer coisa que me vem à cabeça e muitas delas são nojentas. Eu não me lembro de falas específicas, mas elas seriam comentários de mau gosto nesse tipo de filme. Às vezes é muito gratificante fazer isso, porque você se acostuma com a proposta do “filme para a família”, e então é um grande impacto se você começa a falar palavrões de repente. É bem divertido.

Em nome de todas as mães, obrigado por colocar palavras complicadas no filme.

Obrigado. Eu acho que é bom contrabandear algumas informações para dentro do mundo delicado e * das animações.

Você gostava de animações quando era criança?

Eu acho que toda criança gosta. Eu gostei de animações quando era criança e era um tipo de escapismo. É colorido, é bom.

Qual era a sua animação preferida quando você era criança?

Eu gostava de Pinóquio. Gostava daquele carinha mentindo e tudo mais. Mas era um pouco macabro quando ele tinha de ir até aquela ilha onde os meninos estavam sendo transformados em burros. Aquilo me apavorou. Muitos contos de fadas, por causa de sua função social, têm no âmago um impacto sombrio bem peculiar – algo como: se você mente, você vai se perder em uma ilha cheia de garotos-burros. Quer dizer, eu já menti mas isso ainda não aconteceu.

Você sente falta de ser criança?

Não, porque eu mantive uma ligação à la J.D. Salinger com uma infância perpétua. Existem coisas lindas em ser criança, por exemplo, ser tolerante com as pessoas, procurar alegria no ser humano e ter uma visão essencialmente otimista e benevolente da vida. Você ainda pode ter essas coisas quando adulto, você não precisa se desfazer dessas características se não quiser.

Se você tivesse a oportunidade de ser um coelhinho e pudesse fazer algum cocô especial, o que seria?

Jujubas, não. Mas eu acho que seria bom fazer bolos de casamento inteiros no lugar de cocô, e então fazer um para o casamento real britânico.

A trilha Sonora de “HOP: Rebelde Sem Páscoa” é ótima, já que seu personagem quer ser baterista. Sua esposa, Katy Perry, tem uma voz maravilhosa – por que ela não canta nenhuma canção na trilha do filme?

Eu acho que é porque é mais fácil – ela é muito, muito ocupada com muitas coisas, fazendo tours e tudo mais. Eu acho que ela fica meio preocupada com isso e nós nos vemos bastante, moramos juntos, então talvez seja bom que estejamos separados em questões profissionais.

As crianças vão amar o filme e o seu personagem, o coelhinho Junior, que é muito fofo. É gratificante ter fãs tão jovens, ter fãs crianças?

Esse é o melhor tipo [de fã], porque, em geral, é como meu amigo Dan disse, “Crianças e cães não confundem bondade com fraqueza.” Eles entendem a bondade, e isso é lindo. Então eu adoro tudo que é feito para crianças, acho muito estimulante, porque depois as crianças vêm brincar comigo e me chutar e jogar coisas em mim. Eu adoro isso.

Você tem vontade de ser pai?
Muita. Não tão cedo assim, porque eu preciso fazer muitas coisas, mas sim, um dia, com certeza.

Você levou a sua mãe para a cerimônia do Oscar recentemente. Ela gostou?

Ela gostou muito, mas, como costuma acontecer com as pessoas que têm uma experiência passageira pelo mundo colorido e atraente de Hollywood, ela percebe que no fim você está passando tempo demais em uma festa. Mas ela conheceu Tom Hanks e adorou. Tom Hanks foi o ponto alto da noite. Ele deu um abraço muito alegre e carinhoso nela. Foi muito, muito legal… isso me fez perceber que cavalheiro amável que ele é.

Qual foi o ponto alto para você?

Tom Hanks, Cameron Diaz e Steven Spielberg.

As pessoas disseram que foi um péssimo Oscar (2011). Você acha que faltou um pouco de Russell Brand? Você caiu no sono?

Não, eu estava atento durante a cerimônia. Acho que eles fizeram um ótimo trabalho.  Mas, sim, eu gostaria de apresentar qualquer cerimônia de premiação. Eu já fui apresentador em algumas, mas você tem que ser muito cuidadoso, senão as pessoas podem lhe fazer ameaças de morte.

Você está ficando politicamente correto?

Em que sentido?

No sentido de que você está falando que os apresentadores fizeram um bom trabalho, quando todas as outras pessoas acharam que não.

Bem, eu já fui apresentador várias vezes, e fui muito criticado por isso. Não é fácil apresentar uma cerimônia. É estranho que, apesar do nome, apresentar uma premiação não é uma experiência recompensadora nem gratificante. É realmente desgastante, difícil e tenso, então, não, eu nunca criticaria ninguém. Eu entendo que é o seu trabalho, mas não é o meu, e eu acho que James (Franco) e Anne (Hathaway) fizeram um bom trabalho.

Você está se tornando menos provocador?

Provavelmente sim. Eu acho que a mudança é perpétua: as pessoas estão mudando constantemente e eu também, com certeza. Para ser honesto, eu não vejo muito valor em ser provocativo em relação a assuntos triviais, como “Oh meu Deus! Ele criticou o apresentador de alguma cerimônia! Ele é o novo Che Guevara! Vamos defender esse cara que critica o Oscar“. Acontece que eu acredito que coisas importantíssimas estão ocorrendo no mundo, nós vivemos em um tempo de mudanças incríveis e consequências incríveis, em questões ecológicas, econômicas – então eu acho que nós deveríamos guardar nossa retórica para assuntos mais importantes.

Quando você veio para Los Angeles pela primeira vez, você fez o tourHomes of the Stars” (Casas das Estrelas)?

Eu fui em um tour desses recentemente, enquanto fazia um documentário. Não é muito bom, você vê os telhados das pessoas e se sente um pouco intrusivo.

Sobre o que é o documentário?
É sobre a natureza da fama e da celebridade.

Você sente falta da vida em Londres e de seus amigos?

Eu tenho saudades de alguns aspectos da vida em Londres, sim. Eu tenho saudades de Londres – todo mundo sente falta do lugar de onde veio. Não importa para onde você vai no mundo, o lugar de onde você veio é o lugar de onde você veio, não tem jeito.

Qual comida britânica você precisa comer o tempo todo?

Bem, não o tempo todo, mas eu não gosto de não poder comer um bom sanduíche de ovo frito, ou feijões e queijo na torrada, ou uma jacket potato

Você é uma pessoa que lê muito e está fazendo um ótimo filme com uma grande mensagem para as crianças. Você acha que é uma boa mensagem, “Não fique no computador, tente ler um livro”?

Bem, eu acho que uma parte da obrigação é dos pais. Eu acho que é bom que as crianças leiam, ou que tenham atividades variadas, e de preferência que não fiquem presas a algum aparelho televisivo ou a máquinas de videogame.

Em quais projetos você está trabalhando agora?

Bem, eu acho que vou dirigir um filme e depois não sei o que vou fazer.

Eu finalmente comprei o seu segundo livro.

Muito obrigado.

O processo de escrita é fácil para você, é um processo natural?

Não é natural, não. As pessoas com quem eu trabalho têm que me prender em uma sala, e aí eu vou escrever. Eu acho que no meu caso, eu só escrevo se todas as outras opções já foram eliminadas. Se eu fico entre escrever e comer, eu como. Se eu fico entre escrever e olhar pela janela, eu olho pela janela. Se eu fico entre escrever e ir ao banheiro ou navegar na internet, eu vou fazer estas coisas. Quando eu eliminei todas as outras possibilidades, então eventualmente eu encontro a criatividade.

Entrevista cedida gentilmente pela Universal Pictures e traduzida pelo jornalista Pedro Costa De Biasi

HOP: REBELDE SEM PÁSCOA
Seu destinado era assumir os negócios da família, mas tudo o que ele queria era fazer rock! Quando o adolescente E.B. (voz de Russell Brand) vai para Hollywood em busca do sonho de se tornar uma estrela do rock, ele conhece Fred (James Marsden), um desocupado com planos mirabolantes. Enquanto E.B. luta entre o sonho de ser um baterista famoso e seu destino, ele e Fred são levados a um confronto épico para salvar o pai de E.B. e a Fábrica de Doces.

Informações do DVD
Vídeo: Enhanced Anamórfico (1.85:1)
Áudio: Dolby Digital 5.1
Idioma: Inglês, Português, Espanhol
Legenda: Inglês, Português, Espanhol
Região: 4
Gênero: Infantil
Lançamento: 24/08

Informações do Blu-ray
Vídeo: Widescreen Anamórfico
Áudio: DTS HD Master Audio 5.1 (Inglês) e DTS Surround 5.1 (Português, Espanhol)
Legenda: Inglês, Português, Espanhol
Região: 4
Gênero: Infantil
Lançamento: 24/08

Author: Léo Francisco

Você nunca teve um amigo assim! Jornalista cultural, cinéfilo, assessor de imprensa, podcaster e fã de filmes da Disney e desenhos animados. Escrevo sobre cinema e Disney há mais de 18 anos e comecei a trabalhar com assessoria de imprensa em 2010. Além de fundador do Cadê o Léo?!, lançado em 13 de julho de 2002, também tenho um podcast chamado Papo Animado e um canal no YouTube.