Vencedor do prêmio de melhor filme do ano segundo a Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles, nos EUA, sem duvidas “Wall-E” é um dos longas-metragens que marcou o ano de 2008 e deve ser lembrado como um dos melhores animados do estúdio, pois quem iria imaginar que um animado com um protagonista feito de ferro e que não apresenta falas, iria conquistar a todos.

Transportados para uma galáxia não muito distante, conhecemos então um robô muito determinado chamado WALL-E. Após anos sozinho cuidando da limpeza da Terra, Wall-E acabará adquirindo um defeito, uma personalidade. Muito curioso e adorável, ele conhece um robô de busca de alto design chamada EVA, que lhe finalmente apresenta uma nova razão para viver.

Os quarenta minutos iniciais não apresentam diálogos, mas isso em nenhum momento é desculpa para dizer que o animado é cansativo ou monótono, já que somos apresentado de modo gracioso e engraçado ao dia-a-dia do robozinho, que a cada minuto vai começando cativar e conquistar as pessoas, nos levando ao seu mundo. Vale destacar que as faltas de diálogos são substituídas pelo excelente trabalho de som realizado pelo estúdio.

Outro ponto a se destacar é a mensagem ecológica que o animado apresenta, mostrando um possível futuro que podemos viver se continuarmos produzindo lixo. Os humanos são apresentados na animação brilhantemente obesos e cada vez mais isolados do mundo externo, dando importância apenas ao que assistem em telas, mostrando assim, que um animado além de entreter, pode apresentar uma mensagem importante sobre problemas que estamos vivendo.

Para não dizer que o animado é perfeito em todos os sentidos, vale destacar que ele perde um pouco de força no terceiro ato, quando Wall-E chega a nave, mas nada que prejudique o animado como um todo. Com isso, a Pixar prova mais uma vez que consegue pegar uma simples história e dar vida a ela, além dos personagens diferentes do que estamos acostumados que ganham sentimentos, fazendo com que todos torçam por essa linda e empolgante história de amor, mostrando que duas máquinas podem sim se apaixonar. Mais que uma animação, esse animado é um excelente entretenimento para pessoas de todas as idades.


Crítica de Léo Francisco
Nota: 9,5

Author: Léo Francisco

Você nunca teve um amigo assim! Jornalista cultural, cinéfilo, assessor de imprensa, podcaster e fã de filmes da Disney e desenhos animados. Escrevo sobre cinema e Disney há mais de 18 anos e comecei a trabalhar com assessoria de imprensa em 2010. Além de fundador do Cadê o Léo?!, lançado em 13 de julho de 2002, também tenho um podcast chamado Papo Animado e um canal no YouTube.