A partir dessa sexta-feira, dia 03 de agosto, o Espaço Itaú de Cinema Augusta e a Pandora Filmes apresentam a clássica comédia Quanto Mais Quente Melhor! (Some Like It Hot), de Billy Wilder. A volta do filme aos cinemas, por tempo indeterminado, faz parte da homenagem para comemorar o sucesso da atriz Marilyn Monroe, cuja morte completará 50 anos, no próximo dia 05 de agosto, domingo.

O filme ficará em cartaz por tempo indeterminado e com exclusividade às 14h10, 16h40, 19h10 e 21h40, na sala 3, do Espaço Itaú de Cinema Augusta, localizado na Rua Augusta,  nº 1.475, em São Paulo, próximo a Av. Paulista e as linhas Consolação (verde) e Paulista (amarela).

ELEITO EM 2000 O FILME AMERICANO MAIS ENGRAÇADO DO SÉCULO 20!

QUANTO MAIS QUENTE MELHOR!

(EUA, 1959, 119 min., Preto e Branco)

FICHA TÉCNICA
Direção: Billy Wilder
Produção: Billy Wilder, Doane Harrison, I.A.L. Diamond
Empresa produtora: Ashton Productions
Música: Adolph Deutsch, A.H.Gibbs, Gus Kahn, Bert Kalmar, Matty Malneck, Herbert Stohart, Leo Wood.
Direção de Arte: Ted Haworth
Cenário: Edward G. Boyle
Figurino: Orry-Kelly
Maquiagem:Agnes Flanagan, Emile La Vigne, Alice Monte
Assistente de Direção: Sam Nelson
Som: Fred Lau, Eve Newman
Efeitos Especiais: Milt Rice

ELENCO
Marilyn Monroe, Jack Lemmon,  Tony Curtis, Joe E. Brown, George Raft, Pat O’Brien,  Nehemiah Persoff, Joan Shawlee, Billy Gray, George E. Stone, Dave Barry, Mike Mazurki, Harry Wilson, Beverly Wills, Barbara Drew, Edward G. Robinson Jr.

SINOPSE:
Dois músicos desempregados (Jack Lemmon e Tony Curtis) se envolvem acidentalmente com mafiosos de Chicago, durante a Lei Seca. Ao fugirem,  se disfarçam de mulheres e ingressam numa orquestra feminina de Miami, onde aprontam as maiores confusões e conhecem a estonteante Sugar Cane (Marilyn Monroe).

O diretor: BILLY WILDER
Nasceu em 22 de junho de 1906 em Sucha, cidade do império austro-húngaro, hoje uma cidade polonesa. Iniciou sua carreira como crítico e jornalista, atuando em Viena e mais tarde escrevendo roteiros para o cinema na Alemanha, no período de 1929 a 1932, totalizando onze trabalhos. Ao imigrar para Hollywood, em 1933, também trabalhou inicialmente com roteiros, elaborando-os em quatorze filmes dentre os mais importantes do período. Finalmente, quando passou a dirigir seus filmes, não abandonou a prática dos roteiros e escreveu o roteiro de toda sua filmografia como diretor, além de atuar muito freqüentemente na produção de seus trabalhos. Estreou como diretor de comédia com A Incrível Suzana. Sua obra é considerada clássica, produto de um diretor considerado cínico, mordaz, sofisticado e que esteve sempre à vontade, tanto na comédia quanto no drama. Além disso, é considerado um dos melhores diretores de atores: despertou a vocação de comediante em Marilyn Monroe, revelou o talento dramático de Marlene Dietrich em Testemunha de Acusação, efetuou o resgate de Maurice Chevalier, em Amor na Tarde, possibilitou a consagração do Oscar a alguns outros e, por fim, deu o seu olhar testamental para Hollywood em Crepúsculo dos Deuses. Seu último trabalho foi Amigos, Amigos, Negócios à Parte, de 1981, mas poderia ter sido A Lista de Schindler (1993), que o consagrado diretor pensou seriamente em dirigir, não fosse Spielberg ter resolvido acumular a direção. Billy Wilder faleceu no dia 27 de março de 2002, com quase 96 anos de idade.

Filmografia:
Mauvaise Graine
(1934)
A Incrível Suzana The Major and the Minor (1942)
Cinco Covas no Egito Five Graves to Cairo (1943)
Pacto de Sangue Doublé Indemnity (1944)
Farrapo Humano The Lost Weekend (1945)
A Valsa do Imperador The Emperor Waltz (1948)
A Mundana A Foreign Affair (1948)
Crepúsculo dos Deuses Sunset Boulevard (1950)
A Montanha dos Sete Abutres Ace in the Hole/The Big Carnival (1951)
Inferno n. 17 Stalag 17 (1953)
Sabrina
1954
O Pecado Mora ao Lado The Seven Year Itch (1955)
Águia Solitária The Spirit of St. Louis (1957)
Amor na Tarde Love in the Afternoon (1957)
Testemunha de Acusação Witness for the Prosecution (1957)
Quanto Mais Quente Melhor Some Like It Hot (1959)
Se Meu Apartamento Falasse The Apartment (1960)
Cupido Não Tem Bandeira One, Two, Three (1961)
Irma La Douce
(1963)
Beija-me, Idiota Kiss me, Stupid (1964)
Uma Loura por Um Milhão The Fortune Cookie (1966)
A Vida Íntima de Sherlock Holmes The Private Life of Sherlock Holmes (1970)
Avanti! Amantes à Italiana Avanti! (1972)
A Primeira Página The Front Page (1974)
Fedora
(1978)
Amigos, Amigos, Negócios à Parte Buddy Buddy (1981)

MARILYN MONROE
Marilyn Monroe nasceu Norma Jean Baker no dia 1o de junho de 1926, em Los Angeles, filha de uma operária que vivia constantemente internada em manicômios, a criança Norma Jean não conheceu o pai e cresceu em orfanatos e lares adotivos. Aos dezesseis anos casou-se com um irlandês que trabalhava em uma fábrica de aviões. Quando o marido foi convocado pela Marinha para a Guerra, a jovem esposa o acompanhou até quando pôde e depois foi trabalhar numa fábrica de pára-quedas. Descobriu sua vocação para atuar diante das câmeras, quando um fotógrafo das forças armadas visitou a fábrica em que trabalhava. Ao abandonar o emprego é contratada por uma agência de modelos. Sua imagem passa a ser disputada pelos semanários, e assim, iniciasse seu sonho de brilhar em Hollywood. Emmeline Snively, da agência de modelos, é a primeira pessoa a apóia-la e consegue com que Ben Lyon, da Fox, ofereça um teste de cinema a Norma Jean.

No teste, filmado em cores e sem som, ela se limita a andar um pouco, sentar-se num banquinho, acender um cigarro e olhar para a câmera. Foi o suficiente para que o presidente da Fox, Darryl Zanuck, ordenasse sua contratação. Contudo, o início de sua carreira nos estúdios não foi tão fácil, era apenas considerada mais uma loira.Até que Joe Schenck, um dos fundadores da Fox, a descobre e passa a ser seu protetor. Ele convence a Columbia a dar-lhe o segundo papel num musical B, chamado Mentira Salvadora (Ladies of the Chorus). Em 1949, consegue um pequeno papel em Loucos de Amor (Love Happy), onde faz uma curta aparição ao lado de Groucho Marx. Com seu famoso movimento ondulante conquista o público numa cena ontológica de apenas 30 segundos.  Depois disso volta à Fox, num papel ainda menor, no western O que Pode um Beijo (A ticket to Tomahawk), aos 23 anos de idade. Até que conhece o descobridor de Lana Turner e Rita Hayworth, Johnny Hyde, que se torna seu agente ao perceber a força de Marilyn quando assistiu Loucos de Amor. Ele conseguiu-lhe um papel pequeno mas significativo em O Segredo das Jóias (The Asphalt Jungle) e promoveu sua volta à Fox para trabalhar em A Malvada, ao lado de Bette Davis e Anne Baxter.

Dois anos mais tarde trabalha em Só a Mulher Peca (Clash by Night), dos estúdios RKO, onde faz o papel da noiva do irmão de Bárbara Stanwyck, a atriz principal, como requer Fritz Lang, o diretor. Embora não faça o papel principal seu nome encabeça os cartazes do filme que é um sucesso total. Faz nesse ano mais quatro filmes pela Fox, dentre eles O Inventor da Mocidade (Monkey Business) e Almas Desesperadas (Don’t Bother To Knock). Eles não acrescentam muito ao seu trabalho, no sentido de apurar seu talento como atriz. Mas em 1953 o filme Torrentes de Paixão (Niagara) a consagra em escala mundial. O mundo inteiro festeja a sensualidade inquieta daquela que se tornava, então, o símbolo sexual dos anos 50. Em seguida ela filma Os Homens Preferem as Loiras (Gentlemen Prefer Blondes), de Howard Hawks, e a revista Time afirma: “No panteão pagão de Hollywood, Marilyn é a deusa do amor”. Depois atua em Como Agarrar um Milionário e, nesse momento, é a mulher mais famosa de Hollywood. Casa-se, pela segunda vez, com um ídolo americano de beisebol, Joe Di Maggio, de quem logo se divorcia.

A partir de então, tudo o que Marilyn persegue é mudar a imagem que tentam lhe impor de “loira burra” e assim começa a enfrentar seus exploradores. Recusa-se a fazer determinados filmes e exige melhora de seu salário, não admite ganhar menos que Sinatra. Até que aceita fazer No Mundo da Fantasia (There’s No Business Like Show Business) vinculado a trabalhar em O Pecado Mora ao Lado (The Seven-Years Itch)  e impondo a exigência de trabalhar apenas com quatro diretores em Hollywood: George Cukor, John Huston, Hoshua Logan e Billy Wilder, o qual declara: “Com exceção de Greta Garbo, nunca houve nas telas outra mulher com tanta voltagem”. Inicia-se uma nova fase na carreira da atriz, em que o primeiro filme é Nunca Fui Santa (Bus Stop). Em 1955 fica amiga do fotógrafo Milton H. Greene, que lhe aconselha a freqüentar aulas de interpretação no Actor’s Studio, onde obtém ajuda de Lee Strasberg, o diretor da escola, e sua esposa Laura. No ano de 1957 a atriz funda sua própria companhia a Marilyn Monroe Inc. planejada e dirigida por Milton Greene, com intervenções do dramaturgo, e novo marido da atriz, Arthur Miller. O primeiro filme da Cia. é O Príncipe e a Corista (The Prince and the Showgirl), onde contracenou com Laurence Olivier, e lhe permitiu freqüentar a aristocracia britânica e ser apresentada a rainha Elizabeth.

Em 1958 Marilyn volta a Hollywood para filmar Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot), que, apesar do clima tenso das filmagens, revela a interpretação mais magistral de sua carreira como Sugar Kane, mistura de pureza, doçura e sedução. Essa atuação faz a crítica Pauline Kael afirmar que Quanto Mais Quente Melhor é onde “Monroe tem talvez sua atuação mais característica, o que significa que está ao mesmo tempo encantadora e desconcertante.”

Já em crise de depressão, esta se agrava ainda mais durantes as filmagens de Adorável Pecadora (Let’s Make Love), co-estrelado por Yves Montand. Terminado o filme, Monroe parte para aquele que seria seu último filme acabado Os Desajustados (The Misfits), com Clarke Gable, aliás seu ídolo de infância. Em 1961 é anunciada sua ruptura com Miller. Seu estado de saúde se agrava e, internada num hospital psiquiátrico,  só consegue sair de lá quando recupera a lucidez e telefona para Joe Di Maggio. A Fox quer encerrar o contrato com Marilyn e inicia as gravações de Something’s Got Give que ficou inacabado e nunca foi exibido.

Uma semana após a famosa cena da festa de aniversário do presidente Kennedy, em 1962, em que ela canta Happy Birthday to You diante de 20 mil pessoas, a Fox resolve despedi-la por “violação voluntária de contrato”, exigindo, ainda, uma indenização de 1 milhão de dólares. Na noite de 5 de agosto do mesmo ano, Marilyn toma um vidro de comprimidos para dormir e morre, aos 36 anos de idade, a maior estrela que Hollywood já conheceu.

Filmografia:
Nasceste para Mim You Were Meant For Me (1947)
Tormentas do Ódio Scudda Hoo! Scudda Hay! (1947)
Idade Perigosa Dangerous Years (1947)
Mentira Salvadora Ladies of the Chorus (1948)
Loucos de Amor Love Happy (1949)
O que pode um Beijo A Ticket to Tomahawk (1950)
O Segredo das Jóias The Asphalt Jungle (1950)
A Malvada All About Eve (1950)
Por um Amor Right Cross (1950)
A Faísca The Fireball (1950)
Em cada Lar, um Romance Home Town Story (1951)
Sempre Jovem As Young As You Feel (1951)
O Segredo das Viúvas Love Nest/A Wac in His Life (1951)
Joguei Minha Mulher Let’s Make it Legal (1951)
Só a Mulher Peca Clash by Night (1952)
Travessuras de Casados We’re Not Married (1952)
Almas Desesperadas Don’t Bother to Knock (1952)
O Inventor da Mocidade Monkey Business (1952)
Páginas da Vida O’Henry’s Full House (1952)
Torrentes de Paixão Niagara (1953)
Os Homens Preferem as Loiras Gentlemen Prefer Blondes (1953)
Como Agarrar um Milionário How to Marry a Millionaire (1953)
O Rio das Almas Perdidas River of  No Return (1954)
No Mundo da Fantasia There’s No Business, Like Show Business (1954)
O Pecado Mora ao Lado The Seven-Ýear Itch (1955)
Nunca Fui Santa Bus Stop (1956)
O Príncipe e a Corista The Prince and the Showgirl (1957)
Quanto Mais Quente Melhor Some Like It Hot (1959)
Adorável Pecadora Let’s Make Love (1960)
Os Desajustados The Misfits (1961)
Something’s Got to Give (Inacabado, jamais exibido, 1962)


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Author: Léo Francisco

Você nunca teve um amigo assim! Jornalista cultural, cinéfilo, assessor de imprensa, podcaster e fã de filmes da Disney e desenhos animados. Escrevo sobre cinema e Disney há mais de 18 anos e comecei a trabalhar com assessoria de imprensa em 2010. Além de fundador do Cadê o Léo?!, lançado em 13 de julho de 2002, também tenho um podcast chamado Papo Animado e um canal no YouTube.